Cláudio Nunes de Morais: o luthier da
"minúscula palavra poesia"

Wir Caetano

Um poeta bissexto. "Não é um defeito. Nem uma qualidade", comenta Cláudio Nunes de Morais, poeta e músico, ao se ajeitar ao rótulo. Publicou, há 18 anos, "Eu, pron. pess.", uma plaquete de poemas que veio a ser incorporada ao livro "Xadrez via correspondência" (Sette Letras) em 1997. "Xadrez....", polido e luminoso – não confundir com a suposta clareza da prosa –, foi lavrado para quem está disposto a levar anos para chegar ao xeque-mate. Um instrumento desenhado para "despertar novos sentidos". A trajetória do autor inclui ainda traduções de poesia para jornais e revistas especializadas. Nunes foi também o tradutor, em parceria com Rogerio Muoio, do "Dicionário abreviado do surrealismo" (organizado por André Breton e Paul Éluard) para edição especial do Suplemento Literário de Minas Gerais (1986). Indiferente a classificações discutíveis como "difícil" e "fácil", Nunes, belo-horizontino de uma família pontuada por outros nomes das artes – o artista plástico Sérgio Nunes e os poetas Suzana de Morais e Wladir Caldeira (pai de todo o trio) – discorre, nesta entrevista, sobre "Xadrez via correspondência", cultura espanhola, poesia e outros dados lançados no tabuleiro.


 

 

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